Diretoria Executiva esclarece à Folha da Vila Prudente

17 de fevereiro de 2018

Resposta em relação aos áudios vazados

Presidente Domingos Sanches e o vice Saulo Franciscon (Foto: Divulgação)

Presidente Domingos Sanches e o vice Saulo Franciscon (Foto: Divulgação)

 

O presidente do Clube Atlético Juventus, Domingos Sanches, e o vice, Saulo Franciscon, se reuniram nesta quinta-feira (15 de fevereiro) com o presidente da Folha, Newton Zandra, para prestar esclarecimentos sobre a matéria publicada pela mesma no dia 9 de fevereiro sobre os aúdios vazados. Os conteúdos mostram aparentes conversas com o ex-diretor de marketing do clube, Adriano Daré. A matéria você confere abaixo na integra.

 

Na manhã de ontem, dia 15, o presidente e o vice do Clube Atlético Juventus, Domingos Sanches e Saulo Moisés Franciscon, respectivamente, se reuniram com o presidente da Folha, Newton Zadra, para esclarecer sobre a matéria veiculada na edição da semana passada, 9 de fevereiro, acerca de áudios vazados para conselheiros, associados e a imprensa de uma suposta conversa entre os dois e o ex-diretor de marketing do clube, Adriano Daré.

De acordo com vasto documento de defesa entregue à Folha, a intervenção se faz necessária porque os áudios vazados “foram editados e divulgados com o intuito de denegrir a honra e a imagem do presidente Sanches e do vice Franciscon por motivos de vingança e financeiros”. No documento consta que o autor dos áudios editados é o ex-diretor Adriano Daré, que foi exonerado do cargo pelo presidente da diretoria executiva.

Ainda segundo a defesa, “Daré gravou e editou os áudios para vingar-se do presidente Sanches porque este não admitiu que o Juventus assumisse os prejuízos apresentados em planilha citada nas conversas” referentes aos eventos  ‘Bacon Day’ e ‘Uma Noite Perfeita’, realizados em setembro do ano passado. O documento, assinado por Sanches e Franciscon, ressalta que os “prejuízos são de responsabilidade do produtor dos eventos e não do Juventus como pretendeu demonstrar Daré”.

Sanches e Franciscon afirmam que “os dois eventos foram contratados pelo então diretor de marketing” e que este induziu o vice a acreditar que seriam lucrativos para o Juventus, “tanto que o vice acabou emprestando particularmente o valor R$ 100 mil para o marqueteiro contratar os artistas”. No documento entregue à Folha, consta também que “Daré admitiu a culpa pelos prejuízos dos eventos e comprometeu-se a pagar, inclusive o empréstimo contraído com o vice, depois mudou de ideia e começou a produzir os áudios com o intuito de vingar-se e fugir das dívidas”.

Sanches e Franciscon reafirmam ainda “que a bem da verdade, o presidente ao tomar conhecimento dos prejuízos dos eventos e a tentativa do ex-diretor de marketing de transferir para o clube a responsabilidade pelos pagamentos, se posicionou totalmente contra e não aceitou a planilha apresentada”. O documento narra ainda outros problemas entre a diretoria executiva e o ex-diretor que teriam motivado a gravação dos áudios.

O documento segue ressaltando que “o marqueteiro Daré frequentava constantemente a sala do Conselho Deliberativo e que o presidente Itamar Colombini Capano e outros conselheiros do grupo de oposição tinham conhecimento dos fatos e sobretudo dos prejuízos dos eventos”.

O presidente e o vice ainda fazem argumentações sobre a provável autoria do vazamento dos áudios, que acreditam ter partido do Conselho Deliberativo, e por fim citam as medidas adotadas desde então: “já protocolizaram na delegacia de polícia uma representação criminal requerendo a instauração de inquérito e a perícia dos áudios editados”. Conta ainda que “posteriormente serão movidas as ações pertinentes para requerer indenizações por danos materiais e morais cometidos contra o C.A. Juventus e contra a pessoa física do presidente e do vice-presidente da diretoria executiva”. Sanches e Franciscon também afirmam que vão processar criminalmente quem tiver vazado dos áudios.

Nota da redação: na matéria veiculada na edição de 9 de novembro, a Folha publicou na íntegra a nota de esclarecimento que recebeu do Clube Atlético Juventus, via assessoria de imprensa, no dia 7 de fevereiro às 19h57. A nota é endereçada ao repórter Gerson Rodrigues que, no mesmo dia às 13h32, havia enviado e-mail à assessoria solicitando tal posicionamento da diretoria sobre os fatos denunciados, como determina o bom jornalismo. No e-mail da Folha constava que a reportagem estava à disposição até o meio-dia do dia 8 para que, justamente, a diretoria pudesse expor todas as justificativas necessárias antes do fechamento da matéria.  A Folha também está à disposição dos demais envolvidos e citados para os esclarecimentos necessários.

 

– Colunão Alceste Filinto –

Ontem, dia 15, tivemos o prazer de receber o presidente do C.A. Juventus Dr. Domingos Sanches e seu vice Saulo Moisés Franciscon que vieram expor com detalhes, os acontecimentos que geraram reportagem desairosa à direção do Moleque Travesso, publicada na página 2 da última edição. Ao que tudo indica, ambos dirigentes estão sendo injustamente acusados e perseguidos por pessoas e grupos que lutam pelo poder no clube.

Quanto ao que falamos nesta coluna, vamos repetir sem medo de errar: “pode-se até criticar a gestão de Domingos Sanches, nunca sua honestidade”. Conheço-o, intimamente há mais de 30 anos e não soube de um ato sequer que o desabonasse. Faz-se necessário, que seus companheiros de Diretoria, e principalmente o Conselho do clube, deem-lhe um voto de confiança, pois Sanches e Franciscon tem o que é principal. Amam o Juventus, dedicam-se de corpo e alma à administração do clube, e são sobretudo honestos. O mais é fofoca dos que querem manter seus feudos particulares a margem (e ao arrepio) do poder legítimo.

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