Conheça: Ex-motorista do Exaltasamba e o sonho de evoluir no Tênis de Mesa

12 de novembro de 2018

Cada vez mais os esportes paralímpicos estão ganhando força e novos ídolos. Um exemplo disso foi os Jogos Paralímpicos Rio 2016, onde o Brasil teve a maior delegação na história, com 287 para-atletas, em 22 das 23 modalidades.

Todo esse crescimento tem aumentado o interesse por várias modalidades, entre elas o Tênis de Mesa, pioneiro no Brasil para a categoria.  Assim, o Clube Atlético Juventus ganhou há oito meses mais um mesatenista cheio de vontade de ganhar medalhas.

“Conheci o Tênis de Mesa após um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que sofri em 2011. Na minha recuperação, os médicos me indicaram a modalidade como fisioterapia. Comecei a praticar, gostei, e fui promovido para a equipe de alta performance. Porém, a equipe que eu treinava acabou, então conheci o Mauro (professor do Juventus) que me convidou para fazer parte do grupo dele. Tenho me destacado bem, já conquistei duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze”, contou Marcos Santana.

Hoje, aos 58 anos, ele pratica a modalidade porque gosta. Antes do AVC não era adepto do esporte, pelo contrário, passava horas sentado dirigindo como motorista de uma das bandas mais importantes de pagode do Brasil

“Eu não praticava esporte. Era motorista do Exaltasamba. Comecei a trabalhar com eles um mês antes da saída do Chrigor, depois veio o Thiaguinho e a banda foi um sucesso. Fiquei com eles até o último show, em 2010. Fui então ser motorista do Samprazer. Meses depois sofri o AVC”, recorda Marcos com um largo sorriso no rosto.

O mesatenista busca no esporte motivos para continuar sorrindo e amigos que queiram ouvir suas histórias.

“Tenho uma filha que tem quatro filhos, mas cada um mora em um lugar. Nos falamos pouco, fiquei chato depois do AVC. Então me dedico ao Tênis de Mesa. Aqui recebo muita atenção”.

Marcos Santana e o professor Mauro/ Divulgação

Marcos Santana e o professor Mauro/ Divulgação

 

“Tive alguns problemas na família que me afetaram muito emocionalmente. O Mauro e o Laio souberam trabalhar o lado emocional. Eu era muito apavorado, nervoso. Estou ficando melhor e vou melhorar muito”, falou Marcos se referindo aos professores Mauro Uwagoya e Laio Vieira.

 

 

 

 

Com treinamentos as segundas, terças e quintas ele sonha em continuar competindo e ganhando medalhas.

“Hoje eu pratico porque gosto. O Tênis de Mesa tem algo que eu nunca vi, somos um grupo, onde todo mundo ajuda todo mundo”.

“No ano que vem queremos ser uma equipe muito forte paralímpica. Convido as pessoas para conhecer o nosso projeto. Recomendo o Juventus não só pelo esporte, mas também pelos atletas, pelas pessoas que são muito esforçadas”, concluiu.

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