Conheça Alexandre Kavazoi e o sonho de jogar uma Paralimpíada

17 de maio de 2018

Vivi minha adolescência como um garoto comum, jogava futebol, vôlei e handebol na escola. Conheci o Tênis de Mesa em 2005, quando estava fazendo reabilitação para colocar a perna mecânica na AACD”, foi assim que Alexandre Kavazoi começou falando sobre o sonho que tem de disputar uma Paralimpíada.

Membro da equipe de Tênis de Mesa do Clube Atlético Juventus desde 2012, ele projetava defender o Brasil em 2020, em Tóquio, porém teve o sonho adiado.

“Participei no ano passado do Campeonato Brasileiro no Paraná e fiquei em segundo lugar. Fui para a Argentina e os classificadores falaram que eu não poderia jogar na cadeira de rodas. Por isso fiquei inelegível. Falaram que eu tenho que jogar em pé, mas não consigo porque sinto muita dor na coluna e no quadril. Preciso conseguir a liberação junto a Confederação Brasileira para continuar jogando sentado. Estou tentando explicar os motivos pelo qual estou na cadeira. Não estou porque quero. Se eu conseguisse jogar de pé seria melhor, minha evolução seria melhor, mas não aguento”, explicou Alexandre.

Como ficou bloqueado, o atleta deixou de participar de algumas competições, o que prejudicou na busca pela vaga em Tóquio.

“Era um projeto particular estar na Paralimpiada de Tóquio. Estava me programando, vendo vídeos dos adversários, estudando estratégias. Então, fui jogar no ano passado um campeonato, na Argentina, e falaram que eu não poderia jogar na cadeira de rodas. O sonho ficou distante. Preciso conseguir a liberação junto a Confederação Brasileira para continuar jogando sentado”.

“Tenho que fazer uma reclassificação, apresentar laudos médicos falando que eu tenho problema na coluna, no quadril, joelho, e não consigo apoiar o braço na muleta, por isso tenho que jogar na cadeira. Pra conseguir ir para Tóquio tenho que ir para a Espanha fazer avaliação internacional, jogar outra competição na Argentina, conseguir a vaga para o Parapan do ano que vem, ser campeão e ainda atingir o fator que é de 180 pontos. Então é muito difícil”, falou.

A principal dificuldade em jogar sentado é o pouco tempo de reação que o atleta tem entre uma jogada e outra.

“O jogo é muito rápido, pois estou sempre perto da mesa. Meu tempo de reação diminui. Quem está em pé dá dois passos para trás e tem um tempo de reação maior. Se eu afastar muito o adversário consegue bloquear minha bola e eu não consigo chegar a tempo na mesa. Esse é o principal desafio”.

E se engana quem pensa que Alexandre desistiu de defender o Brasil. Ele ainda deixa um recado para quem tem o sonho de praticar esporte em alto nível.

“Não penso em desistir do Tênis de Mesa. Para quem quer jogar tem que ter força de vontade. Se quer almejar algo grande, conhecer outros lugares do mundo, tem que se dedicar”, finalizou.

 

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